O estado de São Paulo sempre foi o berço do hip hop , os principais grupos do cenário atual são daqui, os percussores do movimento e o local onde tudo começou , também , então nada melhor do que tudo isto ser reconhecido.
:: FIRMA REGGAE - ENTREVISTA :: LEO VIDIGAL
A entrevista dessa semana, é com o grande Leo Vidigal, que nos conta de onde vem sua paixão pelo reggae, do início do zine Massive Reggae, do site, da lista de discussão Massive Reggae, uma das maiores e mais importantes listas de reggae do Brasil, e muito mais…
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Jimmy nos fala do lançamento do cd “Igual Você Nunca Viu”, da parceria com B. Negão, Arcanjo, Xandão, Bezerra da Silva, da viagem pra Miami com MV Bill, do novo projeto reggae da Família 7 Velas e muito mais.
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Curso de dj confirmado/Pragatecno Salvador
Alunos do último curso de djs do Pragatecno (alguns já atuando em festas!)
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“AQUI NÃO É O GUETTO DE VOCÊS”
Na leitura a seguir meu caro leitor, você entender melhor esse título, portanto boa leitura e fique atento a ela.
Nos dias 16,17 e 18 de junho de 2004 aconteceu em Brasília a Conferência Nacional da Juventude com o objetivo de ampliar a discussão sobre Políticas Públicas para Juventude.
Na Conferência estavam presentes jovens de vários Estados, de várias Culturas desde Rock até o Hip-Hop, provando que no Brasil há uma pluralidade de comportamentos ligados ao movimento juvenil. Inclusive Campinas participou com integrantes da Cultura Hip-Hop da cidade neste caso B.Girl N.A (negra angela), B.Girl Lú (Lucimar) e o compositor e cantor no grupo de Rap alternativo Gianfrank (Frank)
Tanto que no primeiro dia houve uma fala feita pelo convidado Preto Ghoéz integrante do MHHOB (organização com integrantes da Cultura Hip-Hop a nível nacional) foi bem objetivo em relação a certas discussões que precisam sair da teoria e irem para prática. Como pôr exemplo é necessário ter dentro dessas discussões o problema sobre a Base de Alcântara que para o Brasil é importante mas muitos desconhecem o assunto e verificar o que pode ser feito para resolver tal problema, ele também apontou outro sobre a distancia que tem entre discutir o assunto sobre papel do negro(a) no Brasil e a solução para resolver o problema na prática entre outros temas como capitalismo que também serve de exemplo.
Um dos pontos que particularmente considero muito importante é a quantidade de integrantes da Cultura Hip-Hop nessa Conferência mostrando interesse nos diversos temas a serem discutidos em tendas improvisadas no local aberto onde abordavam 17 temas ou seja uma tenda para cada assunto. Vale destacar que as tendas de Cultura e Arte (que tinha como provocador temático Marcelo Buraco da Nação Hip-Hop) e a Afirmação de identidades: negros, portadores de deficiência e homossexuais (que tinha como provocador temático um representante da Unegro) tinham grande participação de integrantes da Cultura Hip-Hop, porque muitos do Hip-Hop eram negros e queriam discutir sobre as políticas de afirmação para igualdade racial. Durante o dia 17 foi muito produtivo todas as temáticas e nesse mesmo dia no período da manhã houve uma reunião informal dos integrantes da cultura Hip-Hop que se conheceram na Conferência gostariam de trocar experiência e saber sobre as organizações nacionais de Hip-Hop (neste caso o MHHOB, a Frente Brasileira de Hip-Hop e a Nação Hip-Hop (sendo esta ultima ligada a UJS União de Juventude Socialista) que estão se formando com integrantes da Cultura Hip-Hop e cada um falou sobre a sua organização, logo mais a noite por volta das 20hs houve outra reunião informal só que desta vez com a presença de GOG para explicar sobre a Frente e tirar as dúvidas de muitos a respeito.
Infelizmente na madrugada do dia 18 no mesmo local onde acontecia a Conferência ocorreu um fato muito desagradável que gerou uma moção em reposta ao que aconteceu, e esta segue abaixo e pode ser lida na íntegra:
MOÇÃO DE REPÚDIO CONTRA O RACISMO DISFARÇADO NA CONFERÊNCIA NACIONAL DE JUVENTUDE
A juventude brasileira passou por um processo de transformação desde a década de 70/80 com o fortalecimento dos movimentos juvenis. Contudo esses segmentos não são referenciais para a luta por transformações sociais da realidade da juventude da periferia brasileira. Nunca fomos vistos enquanto juventude nesses segmentos. Apesar dos discursos demagógicos em defesa do movimento cultural hip hop, essa juventude repete jargões de uma elite que sempre humilhou e humilha o povo negro como termos do tipo:
- “Aqui não é o gueto de vocês”.
Fazemos o repúdio a esta conferência que não contempla a conjuntura nacional de movimentos juvenis, principalmente no que diz respeito aos grupos historicamente excluídos, Neste caso os negros, os deficientes, os GLBTT’s, as mulheres, os povos indígenas, os quilombola e o movimento cultural Hip-Hop
Apesar do hip hop ter sido citado em todas as conferências estaduais, não foi respeitado em sua identidade.
Queremos, através desta, dividir com toda a juventude presente na conferência o acontecimento da quinta feira, dia 17 de junho de 2004, a noite, no bar próximo a piscina do Brasília-Minas Tênis Clube onde a UJS, que detinha um equipamento de áudio, foi racista e autoritário com os integrantes da cultura Hip-Hop que estavam ali representada. Fomos discriminados por militantes da UJS, que usaram os seguintes termos:
-“Aqui não é o gueto de vocês”.
- “Nós não fazemos política de gueto. Quem não se sente bem aqui vá embora”.
Como se não bastasse ainda tivemos que ouvir outras provocações verbais como “todinhos” e as palavras de ordem comemorando a nossa retirada .
Queremos enfatizar que o Hip Hop não é cultura de entretenimento de nenhum partido ou movimento estudantil para ser usada como massa de manobra. É uma cultura de transformação social voltada para os excluídos. Não queremos negar os partidos por que em alguns casos somos aliados. Porém, queremos que respeitem a nossa autonomia.
Não vamos aceitar a disputa fratricida por esses movimentos que vem para confundir e distorcer o movimento Hip Hop, consequentemente tentando causar uma desarticulação a nível nacional.
Juventude negra e movimento cultural Hip Hop.
Esta moção foi distribuída na Conferência e infelizmente quando um dos integrantes estava lendo a moção o seu microfone foi desligado por ordem do Deputado Federal Reginaldo Lopes alegando que o conteúdo da moção era motivo de um fato isolado colocando nas entrelinhas que no Brasil não existia preconceito e após essa declaração do Deputado gerou uma grande discussão por parte dos negros presentes integrantes da Cultura Hip-Hop para com o Deputado que não mudou de opinião não deixando que terminasse a leitura da Moção. E em meio a esse tumulto integrantes da UJS gritaram palavras de ordem comemorando a não leitura da Moção e as pessoas negras e brancas da Cultura Hip-Hop ofendidas por tal atitude responderam com palavras de ordem e umas delas chamou muita atenção pelos seguintes dizeres: “SE HOJE ESTOU AQUI SÓ DEVO QUILOMBO, SÓ DEVO A ZUMBI”.
E pelo “clima quente” até cadeiras voaram, e infelizmente a Conferência praticamente terminou assim.
Agora fica uma questão, quando será que no Brasil as pessoas vão perceber e entender o significado respeito.
N.A (negra ângela)
(19) 9194-2379
mhhob-Campinas/SP
OFICINAS GRATUÍTAS (SP)
Vocês que estão interessados em participar de oficinas ….
Criança Esperança oficina de Hip Hop + Bibliotecas no Hip Hop
Criança Esperança reabrirá as inscrições para as
oficinas da cultura Hip-Hop.
PROGRAMAS DE REGGAE NA BAHIA(SALVADOR)
OLÁ GALERA , SOU RAYCOMPANY PRIMEIRO A FAZER UM PROGRAMA DE REGGAE NA BAHIA E INFORMO QUE NO MOMENTO TEMOS OS SEGUINTES PROGRAMAS NO AR:

